segunda-feira, 16 de agosto de 2010

[Rapidinha] Chovendo Sarcasmo


O negócio é você estar no meio da rua, no centro da cidade, debaixo da fria e fina chuva, ligar seu rádio para se distrair e a primeira coisa se escuta é Vanessa da Mata cantando: Tchunanananã!Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Não tem como não soltar um sorriso...

Quando a música termina, mudo de rádio e começa... I'M SIIIIIIINGING IN THE RAAAAIN. Começo a gargalhar como um doido na rua. Sério, qual é a probabilidade?

Pois é, desisto, depois dessa e do argumento da banana, não me restam dúvidas. Deus existe e ele gosta de tirar onda da cara dos ateus.



Sim, essas pequenas coisas me deixam feliz.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

[Rapidinha] De cão de guarda para guarda do cão.

Essa rapidinha demorou pra sair devido a minha grande dificuldade de concentração ultimamente causado por problemas, pessoas, etc... no mais:

Animais de estimação surgiram por ter alguma utilidade para os homens. Cães vigiam, gatos caçam pestes, pássaros cantam e peixes.... errrr... enfeitam? Enfim, existiam pela ESTIMA de ser útil de alguma maneira, servindo quase como os "utensílios vivos" dos Flinstones. Mas a solidão - oh solidão! - e carência do homem, junto com suas incríveis capacidades de projetar sentimentos e fazer associação de ideias, fizeram dos bichos de estimação muito mais, muito mais do que só isso. Com isso, os bichos (especialmente cachorros pela sua amabilidade) foram transformados em um tipo "cano de escape emocional" para pessoas enfrentarem a falta de reciprocidade fraternal.

Quando as pessoas tem ciência de que o animal tem essa simples função, tudo bem, existe uma relação saudável entre o homem e animal, onde a pessoa tem noção que o cachorro serve para entretê-lo, por isso trata o cachorro justamente como isso, um "utensílio" de entretenimento (que obviamente requer um cuidado adequado). Por outro lado, quando a pessoa se cega pelo sentimentalismo barato, tende a projetar no cachorro uma antropomorfização o transformando em um INDIVÍDUO (no sentido burguês da palavra). Indivíduo este que seria um AMIGO, ou na pior das hipóteses um FILHO, merecedor todos os tratamentos e direitos de um humano receberia na mesma condição!

Outro dia desse, enquanto eu almoçava e assistia TV e tive o DESGOSTO de assistir esta reportagem. Eu deveria me acostumar com a idiotice das pessoas, talvez fosse melhor para minha saúde. Sinceramente, como é que as pessoas COGITAM perturbar nosso já ocupadíssimo e ineficiente sistema jurídico com questões tão BANAIS como essa?

Crise típica da alienada classe-média-alta-pra-cima. Já imagino a cena:

- Juiz Emiliano, chegou um caso para o senhor julgar, aquele do Vereador que desviou R$1 milhão para construir um bordel de meninas negras que são torturadas e assassinadas após trabalho escravo...

- Calma, minha nobre secretária! Primeiro tenho um assunto importante para tratar! A Srta Penélpe está alegando que Fifi, sua poodle que está sob guarda do seu ex-marido, NÃO está recebendo a ROYAL CANIN PREMIUM DELUXE, NEM sendo levada à pedicure 3 vezes por semana como foi acordado durante o divórcio com o sr. Cornélio.


- Ah tá, desculpe-me o incômodo meritíssimo! Não sabia que o "bem estar" de um pobre animal estava em jogo.


As pessoas precisam PARAR URGENTEMENTE de antropomorfizar os animais. Tá virando uma coisa doentia! É velório de cachorro, SPA pra cachorro, roupa pra cachorro, o escambau! Apesar de ser uma idiotice sem limites, enquanto se limita ao âmbito privado, ainda fico calado. O problema é quando a massificação desses valores estúpidos faz com que estes se voltem para o âmbito público, das LEIS e do DIREITO, aí não dá!

Agora com licença, tenho que ir. Meu Tamagotchi fica muito chateado se chegar atrasado no psicólogo...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vida de braço quebrado é um saco...

Se existe algo mais chato do que quebrar um braço é o cotidiano com um braço quebrado. Pra começar o braço dói. É, eu em minha ingenuidade, pensava que o gesso imobilizava TOTALMENTE o braço, ou seja: "No Move, No Pain". Nessa inocência, o juvenil aqui nem tomou remédio que o médico recomendou, ou seja, qualquer movimento que eu fazia (e olhe que sou MUITO inquieto) fazia o braço doer.

Tipo, até aí tudo bem, afinal, apesar de ser extremamente irritante a dor era suportável e como todos sabemos dor cria caráter, então Eu 1 x 0 Remédio. O problema, o GRANDE problema, é pra dormir né boy? Se eu me mexo acordado, dormindo eu sou uma batedeira elétrica na potência máxima no Kamikaze durante o terremoto do Haiti. Era uma desgraça, toda vez que eu trocava de lado, tinha de fazer na maior cautela, e depois de passar horas-luz tentando pegar no sono, quando rolava o apagão da mente, acordava-me de dor com o braço engessado embaixo do corpo tendo que repetir o processo. Digo logo, nas primeiras noites não dormi.

Mas com certeza, o pior de tudo é a "infantilização" repentina e a adaptação a uma situação retrógrada e temporária. Para comer, você tem que voltar ao neolítico, enfiar o garfo na carne e dá-lhe um mordidão, porque se for cortar, é complicado viu filho? Ou então você apela pra carne moída, sopa, sushi, sanduíches e afins. Em casa é até tranquilo, não tem ninguém pra lhe dá olhares estranhos mesmo, no máximo lhe auxiliam. Por outro lado, quando se tem que almoçar na rua por causa da faculdade, é simplesmente vergonhoso.

Pra tomar banho outro sacrifício, na primeira vez a cônjuge teve que dá uma de babá, colocando o saco, me lavando (é, essa parte não é tão ruim) e tudo mais. Depois você se acostuma mais, só que nunca tive paciência de ficar colocando o saco todo direitinho e tudo mais, ou seja, com o tempo o gesso foi ficando cada vez mais mole e isso dá uma agonia miserável ¬¬. Continuando no assunto "higiene" o pior é o suor dentro do gesso que além de feder pra cacete, CORÇA MUITO parece que seu braço é um formigueiro de Myrmecias fazendo um estoque de urtiga.

Andar de ônibus é outra dificuldade. Quando se está sentado é tranquilo, mas quando tá lotado, em dia de chuva, um um motorista psicopata que pensa que tá jogando Twisted Meal. É obrigatório andar com uma mochila, visto que a única mão disponível estará segurando todo seu peso, ler é impossível e se alguém tiver morrendo, vai morrer tentando me ligar.

O mais triste é usar a internet. Seu aproveitamento nerdístico é altamente comprometido, você tem uma queda do eficiência de 50%, dificultando as conversas, os trabalhos a serem digitados, até pra ver vídeo no youtube fica ruim. Além do mais, ainda corro o risco de ficar de castigo por estar impossibilitado de participar da campanha de "use as duas mãos". Sem falar que não dava pra tocar violão ou fazer exercício. =/

Apesar de todas essas coisinhas chatas.... acho que o pior foi tentar amarrar o sapato enquanto um grupo de crianças nos seus 13 anos zombavam dos malabraismos que eu fazia para amarrar o cadarço usando uma mão enquanto se dribla as dores.


Eu odeio a vida de braço quebrado... ¬¬

segunda-feira, 14 de junho de 2010

[Vocabulário E-I] Treino...

Algumas pessoas tentam fazer com que as suas atividades sejam, ou soem, mais importantes ou mais sérias do que realmente são. Acontece muito isso, usam-se de eufemismos, sinônimos complexos ou simplesmente de "floreados". No caso dos ratos de academia(ô galerinha presunçosa) e graduados de educação física, o termo em questão é "treino". Eles não aceitam que se fale "malhar" dizem que o que fazem é TREINAR, realmente... é soa muito mais importante não é? Não sei o que há de errado no termo "malhar? Acho que o número do QI inferior à medida dos bíceps os limita ao sentido literário e impede a compreensão metafórica do termo que significaria algo tipo: "amoldar algo resistenteatravés do esforço, quase como um ferreiro fazendo uma armadura". Se tem frescurinha de falar "malhar" por que não simplesmente o bom e velho "exercitar"? Sem dúvidas ilustra INFINITAMENTE melhor o que eles dizem por "treino".

Treinar significa treinar algo (sério?!), alguma habilidade ou ainda alguma condição PARA se atingir uma certa finalidade. Deste modo, faz sentido dizer que um jogador de futebol, ou nadador ou etc. treina, pois este está apenas aprimorando o corpo para melhor exectuar determinadas habiliades e exercer sua função melhor, ou seja para atingir uma meta com mais facilidade, um fim específico.

Agora pergunto: o que diabos uma pessoa que vai para a academia e fica levantando peso está treinando?! Treina pra levantar mais peso?! Sim, e aí? Sinceramente, esse pessoal tá buscando é melhorar a aparência e melhorar a auto-estima. Todo mundo sabe que quanto maior os músculos menor é seu er.... orgulho original, e sua estima termina tornando-se dependente do tamanho corporal. Talvez essa seja a melhor maneira deles esconderem uma cabeça raza enquanto buscam por uma parceira descente.

Ao levantar peso, essas pessoas de academia que idolatram fisioculturistas estão "treinando" tanto quanto menininhas adolescentes idiotas que idolatram modelos raquíticas, estão "treinando" ao enfiar escovas de dente guela abaixo para reduzir seu peso através do esgurmitar de comida.

Enfim, aí está um exemplo do grande adepto ao "treino". Aprendam:

sábado, 29 de maio de 2010

[Série] Vocabulário Equivocado-Idiótico.

Sempre encontro algum idiota que fala uma palavra de maneira equivocada ou simplesmente idiota. Seja lá onde eu esteja, é incrível! Nunca falta um idiota pra defecar pela boca.

Esta série é pra falar de frases, termos, palavras, ditados e etc., usados de maneiras que me deixam com vontade de dá uma rasteira na pessoa pra ver se na queda ela reflete sobre a merda que fala.

Enfim, quem discordar comigo no tocante a estas reflexões tem o direito de ficar calado e nunca mais repetir estas imbecilidades perto de mim, ou melhor, perto de ninguém - pra não disseminar este câncer cerebral - ou criar vergonha na cara e usar algum termo mais apropriado.

Obrigado.

Equívoco:
O uso de uma palavra com um significado diferente do que seria apropriado ao contexto;
s.m.
3.
Engano não propositado.
4. Mal-entendido.
adj.
5. Que parece não estar empregado no sentido que aparenta.

Idiota:
adj. 2 gén. s. 2 gén.

1.
Diz-se da pessoa incapaz de coordenar ideias.
2. Por ext. Pateta; parvo.
3. Que denota estupidez.

domingo, 16 de maio de 2010

Quebrar o braço é um saco...

Faz tempo que não posto aqui. Dois meses pra ser mais exato. Boa parte deste abandono deve-se a minha preguiça inerente, outra parte a um certo acidente. Bem, a boa notícia para aquelas poucas criaturas que se comprazem com este espaço virtual é que neste hiato já tenho uns 5 posts na cabeça esperando ser digitados.

Após um longo dia de aula em uma sexta feira entediante, segui apressadamente para a católica pra jogar bola com a macharada, afinal já fazia um certo tempo que não praticava uma atividade física.
Chegando lá, estava o mesmo pessoal de sempre, tudo muito tranquilo. Acaba uma partida, acaba outra e eu vou jogar. Jogo uma, jogo duas, descanço, tudo direitinho, apesar de minha performance aquém do medíocre, e então vou jogar minha terceira partida. No meio da quadra em uma disputa de bola, levo um empurrão de corpo e perco a bola. Na ânsia de recupera-la dou um empurrão de corpo de volta no cara no momento em que ele vai chutar.

A pergunta que não quer calar: PRA QUÊ?!?!?!

Pois é, acontece que no choque o cara se desiquilibrou e leventou uma perna. Eu passei direto, tropecei nesta maldita perna e caí, institivamente estendi meu braço esquerdo pra aparar a queda (novamente, PRA QUÊ?!). Lasquei-me. Tudo aconteceu em supervelocidade, mas se fosse possível um slow motion, seria capaz de escutar a parte reptiliana de meu cérebro debochando de minha cara: RÁ! OTÁRIO, SE FUDEU!

No começo não doeu muito. Foi incômodo, mas eu conseguia mover o braço, e fuquei mexendo um bocado pra vê até onde podia aguentar (coisa de menino amarelo). Até cogitei voltar a jogar, mas a dor foi crescendo significantemente até chegar no nível de "dá não". Então decidi ir pra enfermaria da Católica. Lá o médico constou a inutilidade do departamento médico dessa faculdade, ao menos quando se trata de fraturas. O cara basicamente olhou pro meu braço com aquele olhar distante e só faltou dizer: "É tais fudido mesmo cara, falow". Nem pra oferecer gerlo! Eu que tive que pedir!

Por sorte a mãe de um amigo meu levou-me para o hospital, pois até pra andar doía meu braço devido ao movimento. O que salvou também foram dois amigos que aguardaram comigo no hospital, afinal seria difícil aguentar o tédio. Chegamos lá exatamente na hora de jantar do responsável pelo raio-x, que legal hein? Esperar por uma hora com uma dor filha-da-puta no braço. É incrível como a cede principal de um hospital PRIVADO não tem UM profissional para substituir o (ÚNICO?) operador de raio-x durante seu horário de folga. Sério, como se operar uma máquina de raio-x fosse coisa tãããão difícil, o cara simplesmente mandou eu colocar o braço lá e apertou um botão. Até eu poderia ter feito isso... ¬¬
Err... okay, qualquer amigo meu poderia ter feito isso, ainda não consigo ficar em dois lugares ao mesmo tempo.

O médico depois de ver a tal radiografia mandou engessar o meu braço e fez terrorismo disse-me que o tratamento duraria TRÊS MÊSES(!!) e ainda teria que fazer fisioterapia nessa onda!! Pior que ainda tive que esperar um gordo (que chegou DEPOIS DE MIM) enfaixar o dedo do pé pq perdeu a unha andando de moto... bem feito, quem manda andar de chinelo?

Me pergunto, PRA QUÊ DIABOS FUI DAR AQUELE EMPURRÃO DE CORPO?!?!

Odeio quebrar o braço... ¬¬
bem feito, quem manda inventar de jogar bola na violência?

terça-feira, 23 de março de 2010

[Rapidinha] Defensores da Civilidade.

Um belo dia de carnaval, todo mundo cheio de birita na cabeça pulando adoidado ao ritmo do frevo e o maior calor. Ao terminar de tomar uma cerveja super gelada você vai felizmente comprar outra pra manter o nível sanguíneo estável no álcool que corre nas veias, joga despreocupadamente sua lata no chão mas antes que a gravidade diga "venha minha filha", eis que surge o defensor da civilidade pública e bons costumes pra lhe dar um sermão sobre a barbaridade de seu ato.
Mijar no muro ou poste então, pode se preparar para um exorcismo, que este pecado é impagável!

Sou compeltamente contra que se jogue lixo no chão, seja lá qual for, ou ainda pior, no rio. Porém o que me irrita é o quase fanatismo dessas pessoas à causa. É uma limitação de análise a fatos particulares. Tomam a máxima "jogue o lixo no lixo" como um absoluto moral onde não se deve quebrar sob qualquer hipótese.

No carnaval, em shows, ou qualquer outro evento onde haja uma quantidade inflacionada de pessoas reunidas em um local público normal, não existe uma infra-estrutura adequada para suportar a repentina mudança. Uma rua onde normalmente circulam 1000 pessoas por dia não pode ter lixeiros, banheiros ou outras acomodações para uma circulação de 10000 por horar! Se fosse pra instalar tais comodidades, gastar-se-ia muito dinheiro pra pouco uso, sem falar na depredação.

Então, por favor, quando eu for cometer um ato que seja demasiadamente incômodo a sua moralidade áurea, incorruptível, analize as circunstâncias. Obrigado.



Pessoas precisam se desapegar às máximas ¬¬

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Moralismo absoluto é um saco...

Desde o surgimento das religiões mais arcáicas a humanidade é dominada por tabus. Antigamente as pessoas seguiam a uma moral divina por medo de sofrer com a ira de deuses psicopatas que castigam pessoas com pragas individuais (seja em vida ou na "pós-morte") e até nações com acidentes naturais atingindo povos inteiros. Pelo menos assim as pessoas tinham um "bom" motivo pra não fazer algo. Acreditavam (irracionalmente) que, por exemplo, caso alguém aperriasse um idoso, deus mandaria ursos pra estraçalhar quem o fizesse [23-24]. Por mais idiota que fosse, é entendível conceberem tais absurdos como postulados absolutos da moralidade. Afinal, se deuses são absolutos, imortais, e (principalmente) capazes de lhe punir caso as regras não sejam seguidas à risca, não segui-las em todos os momentos (mesmo os mais privados) seria suicídio.

Se antigamente a moralidade era absolutizada através do fanatismo religioso, hoje em dia parece ser absolutizada pelo medo de ser marginalizado à condição de sociopata. Este é o medo responsável pela tendência pós-moderna do "politicamente correto" esta "ideologia" que impregna nosso vocabulário de eufemismos e transforma nossas ações em inócuas de paixão.

Seguir uma moral é necessariamente achar-se superior por assim fazer. Seja qual for o motivo de segui-la. Seja fé, seja racionalidade, emotividade ou até ignorância, aquele que segue uma linha moral o faz por crêr que esta é superior, mais certa, melhor para o mundo do que uma outra. Obviamente, quando uma moralidade é exclusiva (e todas são até certo ponto) e alguém comete algo diretamente contrário aos princípios dela, este pecador é tido como "inferior", e quanto maior for a devoção do moralista à suas regras, maior é a presunção que o acompanha.

Sinceramente, não requer mais do que meio cérebro pensante e uma alma vazia de temores pra perceber que qualquer linha moralista absoluta é uma farsa. Nenhum valor moral poder ser atemporal, incorrompível pelas circustâncias. Não importa se é a lei sagrada de deus ou imperativo categórico kantiano. É inocência crêr na sustentação destes postulados sem um fanatismo psicopata para fundamenta-lo, seja este religioso ou social.

Mentira, manipulação, assassinato, roubo, estupro, violência, ódio, guerra(que engloba os anteriores), desmatamento, escravidão, ignorância, corrupção, hipocrisía, exploração, nepotismo, racismo, homofobia, zoofilia, perversão, pedofilía, sadomasoquismo, poligamia.
Não se pode excluir ou condenar absolutamente a estes UNICAMENTE por uma moral vigente. Por mais respulsivo que sejam, sempre há de existir ALGUMA situação que seja aceitável a prática destes, MESMO dentro da nossa moral. Exceto por necrofilia, óbvio. Necrofilia é simplesmente nojento.



Odeio moralismo absoluto.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Haiti é um saco...

Não aguento mais ouvir falar do Haiti. Nossa caríssima mídia sensacionalista faz questão de insistir no assunto até que apareca outro que sensibilize uma audiência maior para seu lucro.

Temos que nos acostumar, acidentes naturais acontecem e pessoas morrem. Digo mais, em nosso tempo vivemos em grandes aglomerados, portanto, MUITAS pessoas morrem. Lembram-se da Tsunami em 2004? Uns 200 mil mortos e um milhão e meio de desabrigados. Em Lisboa, no século 18, houve um terremoto que matou quase 100 mil e olhe que naquela época havia BEM MENOS gente (mesmo nas metrópoles) o que só faz agravar a calamidade pra época.

O que mais me irrita é o fato de se estar fazendo um esforço descomunal fincado em um sentimentalismo azedo pra reverter essa situação do Haiti. O problema é: tirar o Haiti do estado de emergência só vai a deixa-lo na mesma merda que estava. Antes do terremoto o país já tinha uma taxa de desemprego na faixa dos 60-80% (as fontes oscilam), o índice de analfabetismo aproxíma-se dos 50% e o salário de lá era equivalente a USD 1,80 por dia. O que esse dinheiro consegue comprar lá? Pagar passagem de ônibus e um almoço (sem suco).





O preocupante com este terremoto não foi a causa humanitária, ouso dizer que foi até bom essas pessoas morrerem pois valoriza um pouco a mão de obra dos restantes, quem sabe tenham uma vida um pouco mais digna. O fato é que o Haiti não precisava dos 150 mil* que já morreram. O país é um caos, não existe estabilidade, não existe força, recursos, ESTRUTURA pra que se exista essa enorme quantidade de pessoas que já estão lá. O que foi lastimável no terremoto foi os danos estruturais dos prédios geradores de empregos, dos prédios públicos, das estradas e etc.
Porém talvez não seja tão difícil de se consertar, caso o dinheiro que estão despejando lá seja bem aplicado.

No caso do tsunamis foi DOADO cerca de 7 BILHÕES (fora o que se foi gasto). Imaginem quanto vão investir no Haiti? Não demorou muito e já tem jogos de futebol sendo feito pra arrecadar dinheiro, passeios de bike encabeçados por crianças, doação por mensagem de celular, milhonários querendo se esquivar do imposto de renda. Enfim, todo tipo de gente. Até no Parque da Jaqueira, quando vou exercitar-me dou de cara com uma barraca de doações de água, alimento, roupa e etc. Nosso ilustre governo por exemplo, acabou de aprovar uma medida que dos 1,3 bilhão de reais destinados para as vítimas das enchentes que arruinou a vida de muitos no sul e sudeste de nosso país, terão quase 1/3 será destinado ao Haiti e não sei quantos porcentos "se perderão" no caminho.

Sinceramente, tudo bem que o Haiti "precisa mais que nós", mas essa pica não é nossa. Falta MUITA coisa pra ser feita em nosso país para podermos ficar usando nosso dinheiro suado para resolver os problemas dos outros. Mas é, parece que o Brasil que "ficar bem na fita" do cenário mundial.



Odeio o Haiti...





*Digo 150mil como massa, não como indivíduos, obviamente poderia ter várias pessoas que eram valorosas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

[Gente Presunçosa] Breakdance Sem Noção

Lá no Recife Antigo, eu e uns amigos estavamos tomando uma (na verdade eu estava sem beber este dia) e conversando coisas irrelevantes na "área vip"* do bar Burburinho curtindo um blues gostoso de alta qualidade.

A noite estava um bocado movimentada para uma sexta-feira, e como é de praxe, sempre aparece todo tipo de gente, por isso tardou para eu notar um grupo de 4 pessoas com vestuário de "mano truta das terta do guetto", todos equipados devidamente com seu KIT RAPPER.

Eles se agruparam próximo do aglomerado de pessoas que estavam sentadas (onde eu me encontrava), de um modo milimetricamente calculado pra chamar o máximo de atenção possível, foram PROO MEIO DA RUA (onde carros estavam passando) e, enquanto tocava um blues super supimpa, COMEÇARAM A DANÇAR BREAK DANCE!!! Assim, DO NADA, ao som de blues mesmo!!! Depois começaram a tirar a camisa e poluir visualmente ainda mais o lugar, e olhe que o Antigo já é acabado pra cacete! Os caras eram tão cara de pau que carros paravam pra esperar os donos da rua saírem do meio e eles ficavam lá nas piruetas como se estivessem fazendo um FAVOR por demonstrar suas EXÍÍÍÍMIAS habilidades de expressão corporal para os motoristas que só queriam estacionar (ou voltar pra casa).

Breakdance já é um tipo de dança pra pessoas que gostam de APARECER, porém o que esses caras fizeram foi extrapolar!!! Já não bastava dançar na rua UNICAMENTE PRA CHAMAR ATENÇÃO (já que nem dinheiro estavam pedindo), tinham que IR ATÉ ONDE OS OUTRO ESTAVAM - geralmente o pessoal dança em lugar de movimento, para quem quiser assistir, que pare, neste caso eles estavam OBRIGANDO as pessoas que ali estavam bebendo a assistir. Pra piorar tudo, NEM DANÇAVAM AO SOM CERTO!!! Galera presunçosa do caralho!

Sério! O mínimo que você tem que fazer é dança pra música certa, ou que se aproxime. Né meu chapa? Se você não faz isso, vira anarquia! Já pensou a galera dançando pra esse som?








presunçoso (ô)
(latim praesumptuosus, -a, um)
adj. s. m.
Que ou quem mostra excessiva confiança ou orgulho exagerado em sí próprio.



*Para quem não conhece o Antigo, o burburinho abre a uma porta na parte de trás onde dá pra ver, através das grades, e ouvir a banda. A "área vip" na verdade é esta rua de trás onde se pode curtir a banda e uma birita mais barata



domingo, 17 de janeiro de 2010

Série: Odeio Gente Presunçosa.

O Recife Antigo é um lugar fértil para atiçar minha irritação. Na verdade, qualquer lugar que reúna muita gente é um antro de idiotas, mas como eu tendo a frequentar o Recife Antigo, de lá vem parte de minha inspiração. Enfim, lá em uma só noite decidi escrever três posts!! Porém depois de pensar mais cuidadosamente, vi que existe um ponto em comum entre estes futuros posts. Todos tratam de pessoas presunçosas! E mais, pensando direitinho existe uma infinidade de tipos de pessoinhas assim adjetivizadas e todas elas me irritam (quase que) igualmente! Não tem nem o que pensar, decidi fazer uma "série" sobre essa laia.

presunçoso (ô)
(latim praesumptuosus, -a, um)
adj. s. m.
Que ou quem mostra excessiva confiança ou orgulho exagerado em sí próprio.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

[Rapidinha] Deus: Péssimo investidor.



Eu estava em um ônibus e uma pedinte veio com aquelas histórias de sempre (juro que um dia termino o post sobre pedintes!).

Ela soltou a pérola repetida exaustivamente pelas pessoas:

"Ajude que Deus dá em dobro"

ARRRRRRGH!!! Será que ninguém nota o tamanho da idiotice isso? Seria deus realmente tão retardado?!

Se deus pode "dá em dobro", por que ele não simplesmente pula a palhaçada e, ao invés de dá 2x para uma pessoa que dôou 1x (e provavelmente não precisa), ele não simplesmente dá 1x para uma pessoa que precisa e 1x para OUTRA pessoa que TAMBÉM precisa?!?!


Ah, odeio esses argumentos que apelam ao sentimentalismo e dão falsa esperança aos ignorantes.... ¬¬

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Fim de ano é um saco...

Por muito tempo achei fim de ano a coisa mais idiota do mundo. Bem, não a virada, mas a importância que dão a algo tão normal. Oras, é apenas a passagem de um dia para o outro, as pessoas fazem todo um misticismo, metas, retrospectivas, ficam "mais próximas", mais promíscuas, mais extravagantes. É quase como se o modo de organizarmos o calendário para melhor funcionamento de nossa sociedade tivesse alguma influência no mundo físico! Como se a vida, tudo, recomeçasse "DO ZERO"! Aí começa aquelas idiotices de a cor que veste trás sorte, dinheiro ou whatever. É um prato cheio pros místicos, pais de santo, revista de fofoca, e idiotas que consome esse lixo todo. Nunca vejo pessoas usando roupa vermelha pra tentar trazer amor (olha o desespero da figura) nos sábados, ou nos últimos dias do mês.

Enfim, nesta virada de 2009 para 2010, enquanto ajudava meu pai em um som de uma festa em Aldeia, ocorreu-me algo. Alí, massivamente cercado de desconhecidos (que provavelmente não verei mais em alguma ocasião ordinária), enquanto fogos estouravam e pessoas se comprimentavam do modo mais genérico possível (feliz ano novo, tudo de bom, mimimi) finalmente vi o sentido nessa festa.
Ano novo é como se fosse o aniversário da humanidade. É o dia em que todos em comum tem aquela idéia "há, passei mais um ano vivo" sem tanto de "tenho menos um ano de vida" como é o sentimento de aniversário. Pelo contrário as pessoas tem idéia de "nasci de novo". Se aniversário de uma pessoa já é uma euforia, já imaginou o que aconteceria um aniversário de larga escala, "de todos"?
Unhum, isso...

O problema é que, celebrar aniversário - digo, levar a sério a celebração como o pessoal faz com o ano novo - continua sendo idiota e pelo que vejo, não deixará de ser.


Odeio ano novo...

domingo, 8 de novembro de 2009

[Rapidinha] Não terminar o que se começa é um saco...

Tenho um grande problema e odeio isso em mim. Simplesmente não consigo dá continuidade às coisas, sou uma pessoa muito indisciplinada. Sempre começo com gás minhas atividades e termino por abandona-las assim que quebro a rotina. É difícil voltar com a frequência. Acho que preciso sempre da empolgação de fazer algo novo, diferente e tenhoa ânsia de querer fazer bem desde o começo... heh

Tou fazendo este "desabafo" por ter começado este blog e ter passado dois meses sem ter postado nada. Talvez se eu começar a disciplinar-me com coisas pequenas posso transferir para coisas mais importantes (como estudar em um ritmo forte ou fazer exercício todos dias).

Odeio essa falta de completude nas minhas atividades...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Gata no cio é UM SACO

E a bíblia disse: "Bendito são aqueles que nunca tiveram uma gata no cio."
Sério, tá lá, por que você acha queNoé matou todos os animais (depois de salva-los)? Claro que foi por causa da raiva que a gata no cio lhe causou ¬¬ (Gênesis 8:20)

Sério, existe algo mais irritante que uma gata no cio? Elas ficam miando constantemente a uma altura de 012594j508234 decibéis e SEMPRE dão um jeito de chegar perto de você. É INCRÍVEL, quando menos se espera ela está SARRANDO com o seu pé. Não adianta amarra-la, amordaça-la, coloca-la em um cofre cheio de cimento e jogar no porto, ao chegar em casa ela já estará lá se esfregando em você e miando do modo mais bizarro possível. Parece mais a vingança de Penélpe, sinto-me como a vítima desse curta.

E o pior de tudo! Já tentamos trazê-la um macho duas vezes, mas a desgraçada simplesmente deu um tapa na cara do bicho e não o permitiu que chegasse perto. O que faz me pensar que ela é lésbica ou faz de propósito pra me torturar...

Odeio gata no cio...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Fazer encomendas é um saco... (parte II)

Os piores resultados que consegui foi quando fiz encomendas de Whiskey*. As estatísticas não mentem, de acordo com o IBGE 83,79% das vezes que Cedric fez uma encomenda de whiskey, ALGO deu errado. Sempre, ou não trazem o whiskey, ou eu peço garrafa e trazem litro, ou peço litro e trazem garrafa, ou compram marca errada, ou idade errada.

Este último domingo, eu estava pra receber uma caixa de 12 litros de Johnnie Walker Red Label de uma conhecida de minha mãe que vinha de Boston visitar o pai. Por duas semanas, a expectativa de tomar um 8 anos, que estão em falta aqui em casa (caso queiram doar, aceito), crescia em progressão geométrica.

Porém existia um pequeno probleminha, no sábado, eu teria uma festa de 50 anos de aniversário (de ambos!) de um casal primo de meu pai e pra piorar o vôo da mulher chegaria às 10 da manhã do domingo, ou seja, teria pouquíssimo tempo para dormir.

A festa foi ótima, a cada gole de whiskey que tomava, mais eu pensava nos litros que logo chegariam (poisé, pensei muito sobre os litros por vir). A comida estava bonita e haviam mulheres deliciosas (ou seria o contrário?). Vários familiares estavam presente e pra completar, meu padrinho, morador de brasília, que gosto muito estava presente. Porém, como sempre quando as coisas estão boas, acontece vem algo pra piorar, minha mãe liga avisando que a mulher chegará não às 10, mas às 9:10 da manhã.
[Momento trash: O barman era um daqueles que faz altos malabares, joga as garrafas pro alto de olho vendado, dá cambalhotas, gira feito michael jackson entre todas as outras coisas desnecessárias na preparação de drinks. O que ninguém sabia é que, aparentemente, nas horas vagas ele é cantor "profissional" (assim como jornalista, não requer curso) e fez uma imitação MUITO JEGUE de Armstrong cantando "what a wonderful world".]

Enfim, voltamos da festa às 4 da manhã, discuto com meu pai sobre o carro, mas NÃO HÁ CONSENSO! Ele não quer acordar cedo, nem deixar-me usar o carro. Com toda minha força de vontade reprogramo meu despertador (de dois telefones, só pra garantir) das 8 da manhã para 7:45. Acordo-me ainda meio bêbado sob o som do toque do Santo Emiliano (que tanto atrapalha as aulas de filosofia). Tomo banho (ainda bem que a água não fica mais fria que 0º ¬¬), um copo de leite e sigo para o aeroporto com pressa, afinal precisaria pegar 2 ônibus.

A batalha para não dormir nos ônibus é pesada, mas consigo vencer com muito esforço. Chego lá EXATAMENTE 9:10, mas pra variar, como tudo no Brasil, o vôo atrasa quase meia hora. Nessa hora a irritação causada pela falta de sono se soma com a falta de comida no estômago. Pelo menos sob o nível de stress, o sono já se foi.
Mais meia hora de espera, já ví todo tipo de reunião de família, casal se reunindo, amigos se abraçando e nada da mulher aparecer. Playstation 3, brinquedos, muitas sacolas de freeshop, e nada de meu whiskey aparecer.
Até que FINALMENTE aparece a mulher, mas... cadê a caixa?!?! Ela pergunta-me gentilmente: És o filho de Lilia não, é? Balanço a cabeça como uma lagartixa exausta e faminta. Olha, continuou ela, não tinha o conjunto com 12, estava em falta, rodei atrás, por isso demorei tanto pra sair, mas aqui está o dinheiro. Educadamente murmurei agradecimentos, peguei o dinheiro e saí. [Pensamentos aleatórios na cabeça de Cedric durante o encontro: PQP, CARALHO, CADÊ O WHISKEY?! QUE ELA NÃO VENHA, MAS QUERO O WHISKEY!! Eita, tenho que lavar o fogão de casa. ONDE ELA ENFIOU A PORRA DO WHISKEY?! NÃO QUERO O DINHEIRO, QUERO O WHISKEY!!]

No caminho de volta pra casa, fico com vontade de pular de cabeça no asfalto 12 vezes por não ter especificado que caso não tivesse a caixa de 12L que comprasse individualmente quanto desse.

Pra piorar tudo, levo 1 hora e meia pra voltar pra casa. Deixo de pegar um ônibus lotado pra pegar um vazio, mas o motorista, ardiloso muda o intinerário pra "Garagem" de última hora, deixando todo mundo na parada com cara de tacho.

Odeio encomendas ¬¬

*gosto de escrever/falar assim, com o "e" =]

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Encomenda é um saco.... (parte I)

Todo mundo já deve ter tido experiência com algum tipo de encomenda. Nem que seja um pedido pra comprar pão quando passar na esquina. Posso ter mais certeza ainda em dizer que todo mundo já teve alguma experiência RUIM com encomendas. Mais cedo ou mais tarde, SEMPRE acontece merda. Seja lá se você foi quem pediu, quem foi comprar, quem fui buscar ou entregar algo. Eu mesmo já tive péssimas experiências em todos os papéis possíveis que se pode assumir em uma encomenda.

Uma vez, quando eu morava nos eua, um amigo fora me visitar, passar um mês lá. Obviamente, não pôde faltar uma lista kilometrica de encomendas composta de artefatos de altíssima prioridade para um lar e que não podem ser encontradas por um preço razoável em seu país de origem, por exemplo "capinha para escova de dentes" (juro, estava na lista).
Lá vou eu rodar Boston inteira pelos shoppings da vida para comprar as (in)utilidades que a família de meu amigo pediu (parece uma gincana, garimpar um local bagunçado e extenso pra achar um conjunto de objetos inúteis pra ganhar um prêmio medíocre). Pra piorar tudo, esse meu amigo é um tanto consumista e EXTREMAMENTE indeciso! Passava UMA HORA decidindo entre dois relógios de semelhança próxima, porém um tem resistência a água de 300 metros e uma luzinha que pisca, enquanto o outro, por 10 dollares a mais, tem uma resistência de 350 metros (como se ele fosse mergulhador ¬¬) e um paliteiro! Depois de tudo, ele decide por comprar aquele terceiro, que tinha pensado comprar antes da importantíssima dúvida surgir. ARGH!

Outra vez, quando voltei dos Estados Unidos, fiz uma parada em Miami e dormi na casa da prima de minha mãe para seguir vôo no outro dia. Esta prima dela trabalha com importação/exportação, então ela combinou com minha mãe que eu trouxesse umas coisinhas pra ela...
Além de um perfume da ferrari, relógio entre outras coisas do kit playboy básico que a galera paga caro pra comprar aqui no brasil, ela pediu que eu levasse umas 4 janelas de barco. "Hãn?!" É, isso mesmo, das coisas mais bizarras que alguém pode pedir pra você transportar (incluindo um vibrador rosa de 8 velocidades de 30cm ou uma boneca inflável), ela pede logo pra que eu leve uma túia de JANELAS DE BARCO. Sério, quem diabos pede pra se transportar isso?! Mas beleza, aparentemente se paga muito caro nisso, e é mais lucrativo que o perfume da ferrari. Pois imaginem o quão trabalhoso é transportar suas duas malas super pesadas que já vem com seus bagúius e bugingangas, ainda ter que carregar uma caixa gigante com JANELAS DE BARCO. Poisé, foi péssimo rodar o aeroporto, tanto o de Miami quanto o de Guarulhos que são grandes, carregando esses trambolhos, especialmente depois de não dormir direito da viagem e etc... Pra piorar tudo, quando chego em Recife, noto que minha mala (que na verdade arreguei de um amigo e teria de devolver) está com um rombo e está faltando JUSTAMENTE (e só) o perfume da Ferrari (acho que alguém que trabalha em algum aeroporto é aspirante a playba).

Nessas horas você entende porque se cobra tão caro pelo frete. ¬¬


Eu odeio encomendas...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Isso é um saco.... OU NÃO!

Existe um certo comentário que é tão idiota e irrelevante, que passa despercebido pela maioria das pessoas, ou não. O pior de tudo é que as pessoas que falam geralmente acham que estão fazendo um comentário altamente sagaz e construtivo para a conversa ou não. Quiçá, falam de modo apelativo para tentar "derrubar" seu argumento ou opinião, apontando o fato de que não é uma certeza absoltua no universo, ou não.
Como um bom monitor de lógica, não é a toa que tal expressão cause cólera ao ponto de me dá vontade de pegar o pseudo-intelecutal que fala isso com toda sua soberba achando que tá abalando, coloca-lo em um foguete e mandar para o sol, ou não.

Explicar-vos-ei o porquê, ou não. Na lógica clássica existe uma lei chamada "lei do terceiro excluído" e o que ela diz? Algo tão genial quanto simples, quase que intuitívo, ou não.
"Ou X é verdadeiro, ou sua negação é verdadeira, não existe uma terceira possibilidade." (P v ¬P)
Exemplo: Ou esta cadeira é "TODA branca" ou ela NÃO é "TODA branca" podendo ser metade branca metade preta, ter um ponto preto, ser toda vermelha, etc...
Faça o exercício, com qualquer afirmação, se conseguires achar uma terceira possibilidade, entrarás pra história como descobridor do maior mistério do universo, ou não!
[Nota para sí: pelo visto a intuição de alguns parece precisar de uma "forcinha" pra funcionar, ou não]
Ademais, sabendo que algo é verdadeiro, qualquer disjunção que se adicionar ao argumento, não invalida, pode-se adicionar a vontade, por exemplo: esta cadeira é toda branca ou é toda amarela, ou ela atira raio lazer pelas pernas.

Voltando para os retardados...
Não sei se eles se espelham (como papagaios) nos pseudélico-intelectuais emaconhados da nossa "elite" brasileira (como o ilustre ex-minístro da cultura e atual sequelado Gil-Gil ou ainda seu amiguinho Caetano) e acham que falar "ou não" no fim de (quase) TODAS frases, ou como resposta pra (quase) TODAS afirmações (que não tem uma resposta decente) o fazem automaticamente inteligentes, ou não. Talvez seja um desespero pra participar da conversa, desespero de contribuir com algo, ou não.

Outro dia desses eu estava jogando pôker com um pessoal (ganhei, obrigado) e vez por outra eu soltava uma piadinha, ou algum comentário capcioso, sempre vinha a aspirante ao prêmio Nobel de argumentação rebatendo: "OU NÃO!" com aquele ar de "touchè". Argh! Na terceira vez que ela falou eu já estava lamentando o fato de não ter levado minha 12 pra festa, ou não.

Eu odeio, ou não. ¬¬


P.S.: Como já se deve ter notado, para provar o quão irrelevante é essa expressão, coloquei um bocado de "ou não" escondido pra se fazer um teste. Marque o texto releia e procure ver se houve alguma alteração de significado ou se adicionou alguma informação no texto. Se não, por favor, parem de falar "ou não", ou não!

terça-feira, 23 de junho de 2009

(As vezes) Andar de ônibus é um saco.

Eu adoro andar de ônibus. Mesmo, sou superfã de transporte público. Acho muito vantajoso, afinal de contas, é barato, não piora muito o trânsito, pode-se encontrar conhecidos e aquelas pessoas de longas datas, conhecer desconhecidos (tudo bem que nunca uma mulher bonita se senta ao seu lado), ou ainda, se naqueles dias de solidão, fechar a cara e ler um livro ou escutar música.

Ônibus tem um "quê" de "nivelador social". Sinto que em um ônibus você pode encontrar o retrato da sociedade constituínte do país: os verdadeiros trabalhadores que sustentam tudo a troco de (quase) nada, os estudantes mais lisos, os adolescentes que não podem dirigir (ou não têm papai pra deixar nos cantos), e aí também entra os usuários ocasionais que por algum motivo não puderam suar o carro. Enfim, todos ficam, de certo modo, "iguais" dentro de um ônibus. Não importa se você é FULANO JR, filho de FULANO o motherfuckingpoderosojuízdesembargadorditadordomundo, você pagou 1,85 do mesmo jeito como ZÉ, filho de JÃO opedreirofudidoalcoolatraquemoranafavela e vai ter os mesmo serviços do mesmo jeitinho, sem nenhum privilégio.

Se algum amigo meu viesse conhecer o Brasil, o primeiro lugar que eu os levaria era para os ônibus, só se conhece o povo de um país em um ônibus, não adianta ver a imagem pintada por cartéis de turismo, são muito fantasiosos!

Mas as vezes, AS VEZES, andar de ônibus é simplesmente IRRITANTE. Pois bem, você sai de casa DUAS horas antes do horário da aula planejando chegar lá no MÁXIMO uma hora antes de começar a aula. Tudo bem, vamos lá, ser responsável é bom. Quando estou chegando na parada vejo algum ônibus passando que não dá pra saber qual. Beleza, quais serão a chances de ser o único que serve pra você? Quase nula, certo? ERRADO! Mas isso você não tem como saber...

Ao chegar na parada de ônibus passa o "alternativo", aquele ônibus que eventualmente termina na faculdade. Primeiro ele faz um grande arrodeio, depois você tem que parar na integração, esperar por outro ônibus (de graça pelo menos), para fazer mais um arrodeio, passar por outra estação pra pegar mais passageiros e seguir viagem. Obviamente, não pego ele, afinal de contas, a chance do ônibus que você acabou de perder ser o seu é QUASE NULA e ele não demora muito pra passar.

15 minutos se passam, e passa outro alternativo, obviamente não pego, afinal de contas, se esperei 15 minutos, o meu chegará rápido não é?

Mais 10 minutos e você agora já tem certeza que o "QUASE NULO" aconteceu.
[Lembrete: não fazer apostas de coisas importantes. Nem em casos de "quase certeza" como Top-tops da mtv, ou que os EUA não vai se classificar na copa das confederações, afinal de contas, só aconteceria se ele ganhasse por 3-0 e a Itália perdesse por 3-0. O quase nulo acontece]

Mais 10 minutos e passa mais outro "alternativo", nessa hora o desespero quase fala mais alto que a razão, mas você resiste e continua esperando.

FINALMENTE, depois de QUARENTA E CINCO MINUTOS esperando, vem o ônibus (y). A essa altura você nem se incomoda pelo fato de ele estar LOTADO, quando geralmente está vazio.

Lá vai você, em pé com uma bolsa pesando 1 tonelada e meia, no meio do pessoal, sem poder lêr nem escutar música pois perdeu o cabo do mp3 player e morrendo de calor (afinal de contas o sol TEM que estar de seu lado, não é?).

Dois terços do percurso feito e você avista um outro ônibus da mesma linha VAZIOZINHO, nem 10% de passageiros sentados, passando do seu. WOW quer dizer que se eu tivesse esperado mais un 5 minutinhos teria pego um ônibus quase vazio, estaria sentado, lendo meu livro na paz, na sombra e ainda teria chegado mais rápido na faculdade!
É, o quase nulo acontece.

E então você chega na faculdade 15 minutos antes de começar a aula, ou seja, levou APENAS 1 hora e 45 minutos pra chegar! New World Record! Parabéns Transcol.

(As vezes) odeio andar de ônibus ¬¬

domingo, 21 de junho de 2009

Fazer compras é um saco.

É uma atividade que se faz contra-gosto, salvo aqueles momentos que se planeja fazer algo extracurricular ou comprar birita, mas compras do dia-a-dia é um saco. Você sai de casa (a pé) trajado do modo mais farrapado que seu ânimo lhe permite, vai até o supermercado mais próximo (que é perto) com uma mini-lista improvisada de coisas que (provavelmente) precisarás em seu lar durante a semana.

Ao entrar no supermercado, dá-se de cara com um sencionalismo ecológico babaca digno de uma empresa hipócrita tentando fazer uma imagem de preocupada com algo além do lucro, para assim, subir no conceito dos clientes. Beleza "Capitão-planeta". O aviso tenta comover (ludibriar) os mais desavisados ao dizer que em média cada pessoa gasta 880 sacolas de plástico por ano (imagine os danos!). Eles esquecem de mencionar que 99% dessas sacolas são reutilizadas para "ensacar" o lixo gerado pelas mesmas compras, mas tudo bem.

Enfim, você entra meio sem rumo atrás dos itens de sua lista, batendo os olhos em todo tipo de superpromoção irresistível de coisas que você nem precisa pra começar. É interessante analisar os outros comprando as coisas com familiares ou companheiros, um certo modo de treinar a instorspecção; ver o outro e depois se ver no outro já que é muito difícil "se ver".
Os preços sempre sobem, é irritante, e não param de subir. Em questão de mêses o sabonete pula de 0,50 pra 0,80 o whiskey de 50 pra 70 e por que diabos o queijo é tão caro? Acho que vou fazer uma fábrida de queijo... 27 conto o kilo, é mais caro que filet! Mais caro que o kilo de um self-service chique. Pensando bem, é mais caro que muito rodízio por aí! Deveria ser proibido vender queijo a esse preço.

Depois de tanto rodar pra cima e pra baixo, a hora mais chata: a fila. Talvez a única coisa que salve é a possibildade de conhecer pessoas, mas como 95% das vezes os que estão perto de você são: homens, casais, tias feias, então não isso salva. Ainda bem que aprendi com um tio meu a ir fazer compras em horários "alternativos" (ele só faz compras 7 da manhã). Desta vez, fui logo após o jogo do brasil, e 50% da cidade estava provavelmente enchendo a cara comemorando a goleada de 3-0 em cima da (eterna rival) Itália, então estava praticamente vazio. Nessa hora vejo no começo da fila VENDA de sacolas "ecológicas" para salvar o planeta das 880 sacolas de plástico que você (malvado sem noção) JOGA no meio ambiente. Fica claro que a preocupação com o "meio-ambiente" estava apenas escondendo um meio do Walmart economizar dinheiro por não ter que distribuir sacolas.

Sempre tento ser simpático com os caixas, afinal, deve ser um saco ter que trabalhar 8 horas por dia com um trabalho que você odeia, receber quase nada e ainda ter uns clientes filhos da puta enchendo o saco e sendo mal educados... mas dessa vez a caixa nem olhou pra minha cara! É incrível como estamos objetificados, tanto os trabalhadores e consumidores para os olhos da empresa, a empresa e trabalhadores para o consumidor, e, talvez esteja começando uma inversão de "valores objetificador" onde o consumidor e a empresa são objetificados pros funcionários.

De qualquer jeito, se antes você achava que a fila era a pior parte, é porque não se lembrava do fato de ter que voltar andando pra casa carregando uns 15 kilos de compra e no meio do caminho algumas das PORRA DE SACOLA DE PLÁSTICO rasgam fazendo você carregar coca de 3 litros em uma mão, lata de nescau no braço, (pelo menos não foi a do ovo). E lá está você feito otário andando todo tronxo cheio de coisa na mão até chegar em casa. Talvez teria sido bom comprar a sacola ecológica lá, pelo menos é mais resistente.

O pior de tudo é saber que semana que vem, terei que fazer o ritual de novo.

Como eu odeio fazer compras ¬¬