segunda-feira, 29 de junho de 2009

Isso é um saco.... OU NÃO!

Existe um certo comentário que é tão idiota e irrelevante, que passa despercebido pela maioria das pessoas, ou não. O pior de tudo é que as pessoas que falam geralmente acham que estão fazendo um comentário altamente sagaz e construtivo para a conversa ou não. Quiçá, falam de modo apelativo para tentar "derrubar" seu argumento ou opinião, apontando o fato de que não é uma certeza absoltua no universo, ou não.
Como um bom monitor de lógica, não é a toa que tal expressão cause cólera ao ponto de me dá vontade de pegar o pseudo-intelecutal que fala isso com toda sua soberba achando que tá abalando, coloca-lo em um foguete e mandar para o sol, ou não.

Explicar-vos-ei o porquê, ou não. Na lógica clássica existe uma lei chamada "lei do terceiro excluído" e o que ela diz? Algo tão genial quanto simples, quase que intuitívo, ou não.
"Ou X é verdadeiro, ou sua negação é verdadeira, não existe uma terceira possibilidade." (P v ¬P)
Exemplo: Ou esta cadeira é "TODA branca" ou ela NÃO é "TODA branca" podendo ser metade branca metade preta, ter um ponto preto, ser toda vermelha, etc...
Faça o exercício, com qualquer afirmação, se conseguires achar uma terceira possibilidade, entrarás pra história como descobridor do maior mistério do universo, ou não!
[Nota para sí: pelo visto a intuição de alguns parece precisar de uma "forcinha" pra funcionar, ou não]
Ademais, sabendo que algo é verdadeiro, qualquer disjunção que se adicionar ao argumento, não invalida, pode-se adicionar a vontade, por exemplo: esta cadeira é toda branca ou é toda amarela, ou ela atira raio lazer pelas pernas.

Voltando para os retardados...
Não sei se eles se espelham (como papagaios) nos pseudélico-intelectuais emaconhados da nossa "elite" brasileira (como o ilustre ex-minístro da cultura e atual sequelado Gil-Gil ou ainda seu amiguinho Caetano) e acham que falar "ou não" no fim de (quase) TODAS frases, ou como resposta pra (quase) TODAS afirmações (que não tem uma resposta decente) o fazem automaticamente inteligentes, ou não. Talvez seja um desespero pra participar da conversa, desespero de contribuir com algo, ou não.

Outro dia desses eu estava jogando pôker com um pessoal (ganhei, obrigado) e vez por outra eu soltava uma piadinha, ou algum comentário capcioso, sempre vinha a aspirante ao prêmio Nobel de argumentação rebatendo: "OU NÃO!" com aquele ar de "touchè". Argh! Na terceira vez que ela falou eu já estava lamentando o fato de não ter levado minha 12 pra festa, ou não.

Eu odeio, ou não. ¬¬


P.S.: Como já se deve ter notado, para provar o quão irrelevante é essa expressão, coloquei um bocado de "ou não" escondido pra se fazer um teste. Marque o texto releia e procure ver se houve alguma alteração de significado ou se adicionou alguma informação no texto. Se não, por favor, parem de falar "ou não", ou não!

terça-feira, 23 de junho de 2009

(As vezes) Andar de ônibus é um saco.

Eu adoro andar de ônibus. Mesmo, sou superfã de transporte público. Acho muito vantajoso, afinal de contas, é barato, não piora muito o trânsito, pode-se encontrar conhecidos e aquelas pessoas de longas datas, conhecer desconhecidos (tudo bem que nunca uma mulher bonita se senta ao seu lado), ou ainda, se naqueles dias de solidão, fechar a cara e ler um livro ou escutar música.

Ônibus tem um "quê" de "nivelador social". Sinto que em um ônibus você pode encontrar o retrato da sociedade constituínte do país: os verdadeiros trabalhadores que sustentam tudo a troco de (quase) nada, os estudantes mais lisos, os adolescentes que não podem dirigir (ou não têm papai pra deixar nos cantos), e aí também entra os usuários ocasionais que por algum motivo não puderam suar o carro. Enfim, todos ficam, de certo modo, "iguais" dentro de um ônibus. Não importa se você é FULANO JR, filho de FULANO o motherfuckingpoderosojuízdesembargadorditadordomundo, você pagou 1,85 do mesmo jeito como ZÉ, filho de JÃO opedreirofudidoalcoolatraquemoranafavela e vai ter os mesmo serviços do mesmo jeitinho, sem nenhum privilégio.

Se algum amigo meu viesse conhecer o Brasil, o primeiro lugar que eu os levaria era para os ônibus, só se conhece o povo de um país em um ônibus, não adianta ver a imagem pintada por cartéis de turismo, são muito fantasiosos!

Mas as vezes, AS VEZES, andar de ônibus é simplesmente IRRITANTE. Pois bem, você sai de casa DUAS horas antes do horário da aula planejando chegar lá no MÁXIMO uma hora antes de começar a aula. Tudo bem, vamos lá, ser responsável é bom. Quando estou chegando na parada vejo algum ônibus passando que não dá pra saber qual. Beleza, quais serão a chances de ser o único que serve pra você? Quase nula, certo? ERRADO! Mas isso você não tem como saber...

Ao chegar na parada de ônibus passa o "alternativo", aquele ônibus que eventualmente termina na faculdade. Primeiro ele faz um grande arrodeio, depois você tem que parar na integração, esperar por outro ônibus (de graça pelo menos), para fazer mais um arrodeio, passar por outra estação pra pegar mais passageiros e seguir viagem. Obviamente, não pego ele, afinal de contas, a chance do ônibus que você acabou de perder ser o seu é QUASE NULA e ele não demora muito pra passar.

15 minutos se passam, e passa outro alternativo, obviamente não pego, afinal de contas, se esperei 15 minutos, o meu chegará rápido não é?

Mais 10 minutos e você agora já tem certeza que o "QUASE NULO" aconteceu.
[Lembrete: não fazer apostas de coisas importantes. Nem em casos de "quase certeza" como Top-tops da mtv, ou que os EUA não vai se classificar na copa das confederações, afinal de contas, só aconteceria se ele ganhasse por 3-0 e a Itália perdesse por 3-0. O quase nulo acontece]

Mais 10 minutos e passa mais outro "alternativo", nessa hora o desespero quase fala mais alto que a razão, mas você resiste e continua esperando.

FINALMENTE, depois de QUARENTA E CINCO MINUTOS esperando, vem o ônibus (y). A essa altura você nem se incomoda pelo fato de ele estar LOTADO, quando geralmente está vazio.

Lá vai você, em pé com uma bolsa pesando 1 tonelada e meia, no meio do pessoal, sem poder lêr nem escutar música pois perdeu o cabo do mp3 player e morrendo de calor (afinal de contas o sol TEM que estar de seu lado, não é?).

Dois terços do percurso feito e você avista um outro ônibus da mesma linha VAZIOZINHO, nem 10% de passageiros sentados, passando do seu. WOW quer dizer que se eu tivesse esperado mais un 5 minutinhos teria pego um ônibus quase vazio, estaria sentado, lendo meu livro na paz, na sombra e ainda teria chegado mais rápido na faculdade!
É, o quase nulo acontece.

E então você chega na faculdade 15 minutos antes de começar a aula, ou seja, levou APENAS 1 hora e 45 minutos pra chegar! New World Record! Parabéns Transcol.

(As vezes) odeio andar de ônibus ¬¬

domingo, 21 de junho de 2009

Fazer compras é um saco.

É uma atividade que se faz contra-gosto, salvo aqueles momentos que se planeja fazer algo extracurricular ou comprar birita, mas compras do dia-a-dia é um saco. Você sai de casa (a pé) trajado do modo mais farrapado que seu ânimo lhe permite, vai até o supermercado mais próximo (que é perto) com uma mini-lista improvisada de coisas que (provavelmente) precisarás em seu lar durante a semana.

Ao entrar no supermercado, dá-se de cara com um sencionalismo ecológico babaca digno de uma empresa hipócrita tentando fazer uma imagem de preocupada com algo além do lucro, para assim, subir no conceito dos clientes. Beleza "Capitão-planeta". O aviso tenta comover (ludibriar) os mais desavisados ao dizer que em média cada pessoa gasta 880 sacolas de plástico por ano (imagine os danos!). Eles esquecem de mencionar que 99% dessas sacolas são reutilizadas para "ensacar" o lixo gerado pelas mesmas compras, mas tudo bem.

Enfim, você entra meio sem rumo atrás dos itens de sua lista, batendo os olhos em todo tipo de superpromoção irresistível de coisas que você nem precisa pra começar. É interessante analisar os outros comprando as coisas com familiares ou companheiros, um certo modo de treinar a instorspecção; ver o outro e depois se ver no outro já que é muito difícil "se ver".
Os preços sempre sobem, é irritante, e não param de subir. Em questão de mêses o sabonete pula de 0,50 pra 0,80 o whiskey de 50 pra 70 e por que diabos o queijo é tão caro? Acho que vou fazer uma fábrida de queijo... 27 conto o kilo, é mais caro que filet! Mais caro que o kilo de um self-service chique. Pensando bem, é mais caro que muito rodízio por aí! Deveria ser proibido vender queijo a esse preço.

Depois de tanto rodar pra cima e pra baixo, a hora mais chata: a fila. Talvez a única coisa que salve é a possibildade de conhecer pessoas, mas como 95% das vezes os que estão perto de você são: homens, casais, tias feias, então não isso salva. Ainda bem que aprendi com um tio meu a ir fazer compras em horários "alternativos" (ele só faz compras 7 da manhã). Desta vez, fui logo após o jogo do brasil, e 50% da cidade estava provavelmente enchendo a cara comemorando a goleada de 3-0 em cima da (eterna rival) Itália, então estava praticamente vazio. Nessa hora vejo no começo da fila VENDA de sacolas "ecológicas" para salvar o planeta das 880 sacolas de plástico que você (malvado sem noção) JOGA no meio ambiente. Fica claro que a preocupação com o "meio-ambiente" estava apenas escondendo um meio do Walmart economizar dinheiro por não ter que distribuir sacolas.

Sempre tento ser simpático com os caixas, afinal, deve ser um saco ter que trabalhar 8 horas por dia com um trabalho que você odeia, receber quase nada e ainda ter uns clientes filhos da puta enchendo o saco e sendo mal educados... mas dessa vez a caixa nem olhou pra minha cara! É incrível como estamos objetificados, tanto os trabalhadores e consumidores para os olhos da empresa, a empresa e trabalhadores para o consumidor, e, talvez esteja começando uma inversão de "valores objetificador" onde o consumidor e a empresa são objetificados pros funcionários.

De qualquer jeito, se antes você achava que a fila era a pior parte, é porque não se lembrava do fato de ter que voltar andando pra casa carregando uns 15 kilos de compra e no meio do caminho algumas das PORRA DE SACOLA DE PLÁSTICO rasgam fazendo você carregar coca de 3 litros em uma mão, lata de nescau no braço, (pelo menos não foi a do ovo). E lá está você feito otário andando todo tronxo cheio de coisa na mão até chegar em casa. Talvez teria sido bom comprar a sacola ecológica lá, pelo menos é mais resistente.

O pior de tudo é saber que semana que vem, terei que fazer o ritual de novo.

Como eu odeio fazer compras ¬¬