segunda-feira, 16 de agosto de 2010

[Rapidinha] Chovendo Sarcasmo


O negócio é você estar no meio da rua, no centro da cidade, debaixo da fria e fina chuva, ligar seu rádio para se distrair e a primeira coisa se escuta é Vanessa da Mata cantando: Tchunanananã!Ná Nã Nã! Ná Nã Nã! Ná Nã Nã!
Não tem como não soltar um sorriso...

Quando a música termina, mudo de rádio e começa... I'M SIIIIIIINGING IN THE RAAAAIN. Começo a gargalhar como um doido na rua. Sério, qual é a probabilidade?

Pois é, desisto, depois dessa e do argumento da banana, não me restam dúvidas. Deus existe e ele gosta de tirar onda da cara dos ateus.



Sim, essas pequenas coisas me deixam feliz.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

[Rapidinha] De cão de guarda para guarda do cão.

Essa rapidinha demorou pra sair devido a minha grande dificuldade de concentração ultimamente causado por problemas, pessoas, etc... no mais:

Animais de estimação surgiram por ter alguma utilidade para os homens. Cães vigiam, gatos caçam pestes, pássaros cantam e peixes.... errrr... enfeitam? Enfim, existiam pela ESTIMA de ser útil de alguma maneira, servindo quase como os "utensílios vivos" dos Flinstones. Mas a solidão - oh solidão! - e carência do homem, junto com suas incríveis capacidades de projetar sentimentos e fazer associação de ideias, fizeram dos bichos de estimação muito mais, muito mais do que só isso. Com isso, os bichos (especialmente cachorros pela sua amabilidade) foram transformados em um tipo "cano de escape emocional" para pessoas enfrentarem a falta de reciprocidade fraternal.

Quando as pessoas tem ciência de que o animal tem essa simples função, tudo bem, existe uma relação saudável entre o homem e animal, onde a pessoa tem noção que o cachorro serve para entretê-lo, por isso trata o cachorro justamente como isso, um "utensílio" de entretenimento (que obviamente requer um cuidado adequado). Por outro lado, quando a pessoa se cega pelo sentimentalismo barato, tende a projetar no cachorro uma antropomorfização o transformando em um INDIVÍDUO (no sentido burguês da palavra). Indivíduo este que seria um AMIGO, ou na pior das hipóteses um FILHO, merecedor todos os tratamentos e direitos de um humano receberia na mesma condição!

Outro dia desse, enquanto eu almoçava e assistia TV e tive o DESGOSTO de assistir esta reportagem. Eu deveria me acostumar com a idiotice das pessoas, talvez fosse melhor para minha saúde. Sinceramente, como é que as pessoas COGITAM perturbar nosso já ocupadíssimo e ineficiente sistema jurídico com questões tão BANAIS como essa?

Crise típica da alienada classe-média-alta-pra-cima. Já imagino a cena:

- Juiz Emiliano, chegou um caso para o senhor julgar, aquele do Vereador que desviou R$1 milhão para construir um bordel de meninas negras que são torturadas e assassinadas após trabalho escravo...

- Calma, minha nobre secretária! Primeiro tenho um assunto importante para tratar! A Srta Penélpe está alegando que Fifi, sua poodle que está sob guarda do seu ex-marido, NÃO está recebendo a ROYAL CANIN PREMIUM DELUXE, NEM sendo levada à pedicure 3 vezes por semana como foi acordado durante o divórcio com o sr. Cornélio.


- Ah tá, desculpe-me o incômodo meritíssimo! Não sabia que o "bem estar" de um pobre animal estava em jogo.


As pessoas precisam PARAR URGENTEMENTE de antropomorfizar os animais. Tá virando uma coisa doentia! É velório de cachorro, SPA pra cachorro, roupa pra cachorro, o escambau! Apesar de ser uma idiotice sem limites, enquanto se limita ao âmbito privado, ainda fico calado. O problema é quando a massificação desses valores estúpidos faz com que estes se voltem para o âmbito público, das LEIS e do DIREITO, aí não dá!

Agora com licença, tenho que ir. Meu Tamagotchi fica muito chateado se chegar atrasado no psicólogo...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Vida de braço quebrado é um saco...

Se existe algo mais chato do que quebrar um braço é o cotidiano com um braço quebrado. Pra começar o braço dói. É, eu em minha ingenuidade, pensava que o gesso imobilizava TOTALMENTE o braço, ou seja: "No Move, No Pain". Nessa inocência, o juvenil aqui nem tomou remédio que o médico recomendou, ou seja, qualquer movimento que eu fazia (e olhe que sou MUITO inquieto) fazia o braço doer.

Tipo, até aí tudo bem, afinal, apesar de ser extremamente irritante a dor era suportável e como todos sabemos dor cria caráter, então Eu 1 x 0 Remédio. O problema, o GRANDE problema, é pra dormir né boy? Se eu me mexo acordado, dormindo eu sou uma batedeira elétrica na potência máxima no Kamikaze durante o terremoto do Haiti. Era uma desgraça, toda vez que eu trocava de lado, tinha de fazer na maior cautela, e depois de passar horas-luz tentando pegar no sono, quando rolava o apagão da mente, acordava-me de dor com o braço engessado embaixo do corpo tendo que repetir o processo. Digo logo, nas primeiras noites não dormi.

Mas com certeza, o pior de tudo é a "infantilização" repentina e a adaptação a uma situação retrógrada e temporária. Para comer, você tem que voltar ao neolítico, enfiar o garfo na carne e dá-lhe um mordidão, porque se for cortar, é complicado viu filho? Ou então você apela pra carne moída, sopa, sushi, sanduíches e afins. Em casa é até tranquilo, não tem ninguém pra lhe dá olhares estranhos mesmo, no máximo lhe auxiliam. Por outro lado, quando se tem que almoçar na rua por causa da faculdade, é simplesmente vergonhoso.

Pra tomar banho outro sacrifício, na primeira vez a cônjuge teve que dá uma de babá, colocando o saco, me lavando (é, essa parte não é tão ruim) e tudo mais. Depois você se acostuma mais, só que nunca tive paciência de ficar colocando o saco todo direitinho e tudo mais, ou seja, com o tempo o gesso foi ficando cada vez mais mole e isso dá uma agonia miserável ¬¬. Continuando no assunto "higiene" o pior é o suor dentro do gesso que além de feder pra cacete, CORÇA MUITO parece que seu braço é um formigueiro de Myrmecias fazendo um estoque de urtiga.

Andar de ônibus é outra dificuldade. Quando se está sentado é tranquilo, mas quando tá lotado, em dia de chuva, um um motorista psicopata que pensa que tá jogando Twisted Meal. É obrigatório andar com uma mochila, visto que a única mão disponível estará segurando todo seu peso, ler é impossível e se alguém tiver morrendo, vai morrer tentando me ligar.

O mais triste é usar a internet. Seu aproveitamento nerdístico é altamente comprometido, você tem uma queda do eficiência de 50%, dificultando as conversas, os trabalhos a serem digitados, até pra ver vídeo no youtube fica ruim. Além do mais, ainda corro o risco de ficar de castigo por estar impossibilitado de participar da campanha de "use as duas mãos". Sem falar que não dava pra tocar violão ou fazer exercício. =/

Apesar de todas essas coisinhas chatas.... acho que o pior foi tentar amarrar o sapato enquanto um grupo de crianças nos seus 13 anos zombavam dos malabraismos que eu fazia para amarrar o cadarço usando uma mão enquanto se dribla as dores.


Eu odeio a vida de braço quebrado... ¬¬

segunda-feira, 14 de junho de 2010

[Vocabulário E-I] Treino...

Algumas pessoas tentam fazer com que as suas atividades sejam, ou soem, mais importantes ou mais sérias do que realmente são. Acontece muito isso, usam-se de eufemismos, sinônimos complexos ou simplesmente de "floreados". No caso dos ratos de academia(ô galerinha presunçosa) e graduados de educação física, o termo em questão é "treino". Eles não aceitam que se fale "malhar" dizem que o que fazem é TREINAR, realmente... é soa muito mais importante não é? Não sei o que há de errado no termo "malhar? Acho que o número do QI inferior à medida dos bíceps os limita ao sentido literário e impede a compreensão metafórica do termo que significaria algo tipo: "amoldar algo resistenteatravés do esforço, quase como um ferreiro fazendo uma armadura". Se tem frescurinha de falar "malhar" por que não simplesmente o bom e velho "exercitar"? Sem dúvidas ilustra INFINITAMENTE melhor o que eles dizem por "treino".

Treinar significa treinar algo (sério?!), alguma habilidade ou ainda alguma condição PARA se atingir uma certa finalidade. Deste modo, faz sentido dizer que um jogador de futebol, ou nadador ou etc. treina, pois este está apenas aprimorando o corpo para melhor exectuar determinadas habiliades e exercer sua função melhor, ou seja para atingir uma meta com mais facilidade, um fim específico.

Agora pergunto: o que diabos uma pessoa que vai para a academia e fica levantando peso está treinando?! Treina pra levantar mais peso?! Sim, e aí? Sinceramente, esse pessoal tá buscando é melhorar a aparência e melhorar a auto-estima. Todo mundo sabe que quanto maior os músculos menor é seu er.... orgulho original, e sua estima termina tornando-se dependente do tamanho corporal. Talvez essa seja a melhor maneira deles esconderem uma cabeça raza enquanto buscam por uma parceira descente.

Ao levantar peso, essas pessoas de academia que idolatram fisioculturistas estão "treinando" tanto quanto menininhas adolescentes idiotas que idolatram modelos raquíticas, estão "treinando" ao enfiar escovas de dente guela abaixo para reduzir seu peso através do esgurmitar de comida.

Enfim, aí está um exemplo do grande adepto ao "treino". Aprendam:

sábado, 29 de maio de 2010

[Série] Vocabulário Equivocado-Idiótico.

Sempre encontro algum idiota que fala uma palavra de maneira equivocada ou simplesmente idiota. Seja lá onde eu esteja, é incrível! Nunca falta um idiota pra defecar pela boca.

Esta série é pra falar de frases, termos, palavras, ditados e etc., usados de maneiras que me deixam com vontade de dá uma rasteira na pessoa pra ver se na queda ela reflete sobre a merda que fala.

Enfim, quem discordar comigo no tocante a estas reflexões tem o direito de ficar calado e nunca mais repetir estas imbecilidades perto de mim, ou melhor, perto de ninguém - pra não disseminar este câncer cerebral - ou criar vergonha na cara e usar algum termo mais apropriado.

Obrigado.

Equívoco:
O uso de uma palavra com um significado diferente do que seria apropriado ao contexto;
s.m.
3.
Engano não propositado.
4. Mal-entendido.
adj.
5. Que parece não estar empregado no sentido que aparenta.

Idiota:
adj. 2 gén. s. 2 gén.

1.
Diz-se da pessoa incapaz de coordenar ideias.
2. Por ext. Pateta; parvo.
3. Que denota estupidez.

domingo, 16 de maio de 2010

Quebrar o braço é um saco...

Faz tempo que não posto aqui. Dois meses pra ser mais exato. Boa parte deste abandono deve-se a minha preguiça inerente, outra parte a um certo acidente. Bem, a boa notícia para aquelas poucas criaturas que se comprazem com este espaço virtual é que neste hiato já tenho uns 5 posts na cabeça esperando ser digitados.

Após um longo dia de aula em uma sexta feira entediante, segui apressadamente para a católica pra jogar bola com a macharada, afinal já fazia um certo tempo que não praticava uma atividade física.
Chegando lá, estava o mesmo pessoal de sempre, tudo muito tranquilo. Acaba uma partida, acaba outra e eu vou jogar. Jogo uma, jogo duas, descanço, tudo direitinho, apesar de minha performance aquém do medíocre, e então vou jogar minha terceira partida. No meio da quadra em uma disputa de bola, levo um empurrão de corpo e perco a bola. Na ânsia de recupera-la dou um empurrão de corpo de volta no cara no momento em que ele vai chutar.

A pergunta que não quer calar: PRA QUÊ?!?!?!

Pois é, acontece que no choque o cara se desiquilibrou e leventou uma perna. Eu passei direto, tropecei nesta maldita perna e caí, institivamente estendi meu braço esquerdo pra aparar a queda (novamente, PRA QUÊ?!). Lasquei-me. Tudo aconteceu em supervelocidade, mas se fosse possível um slow motion, seria capaz de escutar a parte reptiliana de meu cérebro debochando de minha cara: RÁ! OTÁRIO, SE FUDEU!

No começo não doeu muito. Foi incômodo, mas eu conseguia mover o braço, e fuquei mexendo um bocado pra vê até onde podia aguentar (coisa de menino amarelo). Até cogitei voltar a jogar, mas a dor foi crescendo significantemente até chegar no nível de "dá não". Então decidi ir pra enfermaria da Católica. Lá o médico constou a inutilidade do departamento médico dessa faculdade, ao menos quando se trata de fraturas. O cara basicamente olhou pro meu braço com aquele olhar distante e só faltou dizer: "É tais fudido mesmo cara, falow". Nem pra oferecer gerlo! Eu que tive que pedir!

Por sorte a mãe de um amigo meu levou-me para o hospital, pois até pra andar doía meu braço devido ao movimento. O que salvou também foram dois amigos que aguardaram comigo no hospital, afinal seria difícil aguentar o tédio. Chegamos lá exatamente na hora de jantar do responsável pelo raio-x, que legal hein? Esperar por uma hora com uma dor filha-da-puta no braço. É incrível como a cede principal de um hospital PRIVADO não tem UM profissional para substituir o (ÚNICO?) operador de raio-x durante seu horário de folga. Sério, como se operar uma máquina de raio-x fosse coisa tãããão difícil, o cara simplesmente mandou eu colocar o braço lá e apertou um botão. Até eu poderia ter feito isso... ¬¬
Err... okay, qualquer amigo meu poderia ter feito isso, ainda não consigo ficar em dois lugares ao mesmo tempo.

O médico depois de ver a tal radiografia mandou engessar o meu braço e fez terrorismo disse-me que o tratamento duraria TRÊS MÊSES(!!) e ainda teria que fazer fisioterapia nessa onda!! Pior que ainda tive que esperar um gordo (que chegou DEPOIS DE MIM) enfaixar o dedo do pé pq perdeu a unha andando de moto... bem feito, quem manda andar de chinelo?

Me pergunto, PRA QUÊ DIABOS FUI DAR AQUELE EMPURRÃO DE CORPO?!?!

Odeio quebrar o braço... ¬¬
bem feito, quem manda inventar de jogar bola na violência?

terça-feira, 23 de março de 2010

[Rapidinha] Defensores da Civilidade.

Um belo dia de carnaval, todo mundo cheio de birita na cabeça pulando adoidado ao ritmo do frevo e o maior calor. Ao terminar de tomar uma cerveja super gelada você vai felizmente comprar outra pra manter o nível sanguíneo estável no álcool que corre nas veias, joga despreocupadamente sua lata no chão mas antes que a gravidade diga "venha minha filha", eis que surge o defensor da civilidade pública e bons costumes pra lhe dar um sermão sobre a barbaridade de seu ato.
Mijar no muro ou poste então, pode se preparar para um exorcismo, que este pecado é impagável!

Sou compeltamente contra que se jogue lixo no chão, seja lá qual for, ou ainda pior, no rio. Porém o que me irrita é o quase fanatismo dessas pessoas à causa. É uma limitação de análise a fatos particulares. Tomam a máxima "jogue o lixo no lixo" como um absoluto moral onde não se deve quebrar sob qualquer hipótese.

No carnaval, em shows, ou qualquer outro evento onde haja uma quantidade inflacionada de pessoas reunidas em um local público normal, não existe uma infra-estrutura adequada para suportar a repentina mudança. Uma rua onde normalmente circulam 1000 pessoas por dia não pode ter lixeiros, banheiros ou outras acomodações para uma circulação de 10000 por horar! Se fosse pra instalar tais comodidades, gastar-se-ia muito dinheiro pra pouco uso, sem falar na depredação.

Então, por favor, quando eu for cometer um ato que seja demasiadamente incômodo a sua moralidade áurea, incorruptível, analize as circunstâncias. Obrigado.



Pessoas precisam se desapegar às máximas ¬¬