terça-feira, 23 de março de 2010

[Rapidinha] Defensores da Civilidade.

Um belo dia de carnaval, todo mundo cheio de birita na cabeça pulando adoidado ao ritmo do frevo e o maior calor. Ao terminar de tomar uma cerveja super gelada você vai felizmente comprar outra pra manter o nível sanguíneo estável no álcool que corre nas veias, joga despreocupadamente sua lata no chão mas antes que a gravidade diga "venha minha filha", eis que surge o defensor da civilidade pública e bons costumes pra lhe dar um sermão sobre a barbaridade de seu ato.
Mijar no muro ou poste então, pode se preparar para um exorcismo, que este pecado é impagável!

Sou compeltamente contra que se jogue lixo no chão, seja lá qual for, ou ainda pior, no rio. Porém o que me irrita é o quase fanatismo dessas pessoas à causa. É uma limitação de análise a fatos particulares. Tomam a máxima "jogue o lixo no lixo" como um absoluto moral onde não se deve quebrar sob qualquer hipótese.

No carnaval, em shows, ou qualquer outro evento onde haja uma quantidade inflacionada de pessoas reunidas em um local público normal, não existe uma infra-estrutura adequada para suportar a repentina mudança. Uma rua onde normalmente circulam 1000 pessoas por dia não pode ter lixeiros, banheiros ou outras acomodações para uma circulação de 10000 por horar! Se fosse pra instalar tais comodidades, gastar-se-ia muito dinheiro pra pouco uso, sem falar na depredação.

Então, por favor, quando eu for cometer um ato que seja demasiadamente incômodo a sua moralidade áurea, incorruptível, analize as circunstâncias. Obrigado.



Pessoas precisam se desapegar às máximas ¬¬

Um comentário:

  1. Pois é, as pessoas nao param para pensar que a infra-estrutura proporcionada no carnaval e em outras festas é ridicula, preferem achar simplesmente que é 'falta de educação' jogar uma latinha no chão, porra, claro que eu não vou sair 100 metros procurando uma lata de lixo, tenho mais o que fazer.

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