Desde o surgimento das religiões mais arcáicas a humanidade é dominada por tabus. Antigamente as pessoas seguiam a uma moral divina por medo de sofrer com a ira de deuses psicopatas que castigam pessoas com pragas individuais (seja em vida ou na "pós-morte") e até nações com acidentes naturais atingindo povos inteiros. Pelo menos assim as pessoas tinham um "bom" motivo pra não fazer algo. Acreditavam (irracionalmente) que, por exemplo, caso alguém aperriasse um idoso, deus mandaria ursos pra estraçalhar quem o fizesse [23-24]. Por mais idiota que fosse, é entendível conceberem tais absurdos como postulados absolutos da moralidade. Afinal, se deuses são absolutos, imortais, e (principalmente) capazes de lhe punir caso as regras não sejam seguidas à risca, não segui-las em todos os momentos (mesmo os mais privados) seria suicídio.
Se antigamente a moralidade era absolutizada através do fanatismo religioso, hoje em dia parece ser absolutizada pelo medo de ser marginalizado à condição de sociopata. Este é o medo responsável pela tendência pós-moderna do "politicamente correto" esta "ideologia" que impregna nosso vocabulário de eufemismos e transforma nossas ações em inócuas de paixão.
Seguir uma moral é necessariamente achar-se superior por assim fazer. Seja qual for o motivo de segui-la. Seja fé, seja racionalidade, emotividade ou até ignorância, aquele que segue uma linha moral o faz por crêr que esta é superior, mais certa, melhor para o mundo do que uma outra. Obviamente, quando uma moralidade é exclusiva (e todas são até certo ponto) e alguém comete algo diretamente contrário aos princípios dela, este pecador é tido como "inferior", e quanto maior for a devoção do moralista à suas regras, maior é a presunção que o acompanha.
Sinceramente, não requer mais do que meio cérebro pensante e uma alma vazia de temores pra perceber que qualquer linha moralista absoluta é uma farsa. Nenhum valor moral poder ser atemporal, incorrompível pelas circustâncias. Não importa se é a lei sagrada de deus ou imperativo categórico kantiano. É inocência crêr na sustentação destes postulados sem um fanatismo psicopata para fundamenta-lo, seja este religioso ou social.
Mentira, manipulação, assassinato, roubo, estupro, violência, ódio, guerra(que engloba os anteriores), desmatamento, escravidão, ignorância, corrupção, hipocrisía, exploração, nepotismo, racismo, homofobia, zoofilia, perversão, pedofilía, sadomasoquismo, poligamia.
Não se pode excluir ou condenar absolutamente a estes UNICAMENTE por uma moral vigente. Por mais respulsivo que sejam, sempre há de existir ALGUMA situação que seja aceitável a prática destes, MESMO dentro da nossa moral. Exceto por necrofilia, óbvio. Necrofilia é simplesmente nojento.
Odeio moralismo absoluto.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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