Faz tempo que não posto aqui. Dois meses pra ser mais exato. Boa parte deste abandono deve-se a minha preguiça inerente, outra parte a um certo acidente. Bem, a boa notícia para aquelas poucas criaturas que se comprazem com este espaço virtual é que neste hiato já tenho uns 5 posts na cabeça esperando ser digitados.
Após um longo dia de aula em uma sexta feira entediante, segui apressadamente para a católica pra jogar bola com a macharada, afinal já fazia um certo tempo que não praticava uma atividade física.
Chegando lá, estava o mesmo pessoal de sempre, tudo muito tranquilo. Acaba uma partida, acaba outra e eu vou jogar. Jogo uma, jogo duas, descanço, tudo direitinho, apesar de minha performance aquém do medíocre, e então vou jogar minha terceira partida. No meio da quadra em uma disputa de bola, levo um empurrão de corpo e perco a bola. Na ânsia de recupera-la dou um empurrão de corpo de volta no cara no momento em que ele vai chutar.
A pergunta que não quer calar: PRA QUÊ?!?!?!
Pois é, acontece que no choque o cara se desiquilibrou e leventou uma perna. Eu passei direto, tropecei nesta maldita perna e caí, institivamente estendi meu braço esquerdo pra aparar a queda (novamente, PRA QUÊ?!). Lasquei-me. Tudo aconteceu em supervelocidade, mas se fosse possível um slow motion, seria capaz de escutar a parte reptiliana de meu cérebro debochando de minha cara: RÁ! OTÁRIO, SE FUDEU!
No começo não doeu muito. Foi incômodo, mas eu conseguia mover o braço, e fuquei mexendo um bocado pra vê até onde podia aguentar (coisa de menino amarelo). Até cogitei voltar a jogar, mas a dor foi crescendo significantemente até chegar no nível de "dá não". Então decidi ir pra enfermaria da Católica. Lá o médico constou a inutilidade do departamento médico dessa faculdade, ao menos quando se trata de fraturas. O cara basicamente olhou pro meu braço com aquele olhar distante e só faltou dizer: "É tais fudido mesmo cara, falow". Nem pra oferecer gerlo! Eu que tive que pedir!
Por sorte a mãe de um amigo meu levou-me para o hospital, pois até pra andar doía meu braço devido ao movimento. O que salvou também foram dois amigos que aguardaram comigo no hospital, afinal seria difícil aguentar o tédio. Chegamos lá exatamente na hora de jantar do responsável pelo raio-x, que legal hein? Esperar por uma hora com uma dor filha-da-puta no braço. É incrível como a cede principal de um hospital PRIVADO não tem UM profissional para substituir o (ÚNICO?) operador de raio-x durante seu horário de folga. Sério, como se operar uma máquina de raio-x fosse coisa tãããão difícil, o cara simplesmente mandou eu colocar o braço lá e apertou um botão. Até eu poderia ter feito isso... ¬¬
Err... okay, qualquer amigo meu poderia ter feito isso, ainda não consigo ficar em dois lugares ao mesmo tempo.
O médico depois de ver a tal
radiografia mandou engessar o meu braço e
fez terrorismo disse-me que o tratamento duraria TRÊS MÊSES(!!) e ainda teria que fazer fisioterapia nessa onda!! Pior que ainda tive que esperar um gordo (que chegou DEPOIS DE MIM) enfaixar o dedo do pé pq perdeu a unha andando de moto... bem feito, quem manda andar de chinelo?
Me pergunto, PRA QUÊ DIABOS FUI DAR AQUELE EMPURRÃO DE CORPO?!?!
Odeio quebrar o braço... ¬¬
bem feito, quem manda inventar de jogar bola na violência?