Não aguento mais ouvir falar do Haiti. Nossa caríssima mídia sensacionalista faz questão de insistir no assunto até que apareca outro que sensibilize uma audiência maior para seu lucro.
Temos que nos acostumar, acidentes naturais acontecem e pessoas morrem. Digo mais, em nosso tempo vivemos em grandes aglomerados, portanto, MUITAS pessoas morrem. Lembram-se da Tsunami em 2004? Uns 200 mil mortos e um milhão e meio de desabrigados. Em Lisboa, no século 18, houve um terremoto que matou quase 100 mil e olhe que naquela época havia BEM MENOS gente (mesmo nas metrópoles) o que só faz agravar a calamidade pra época.
O que mais me irrita é o fato de se estar fazendo um esforço descomunal fincado em um sentimentalismo azedo pra reverter essa situação do Haiti. O problema é: tirar o Haiti do estado de emergência só vai a deixa-lo na mesma merda que estava. Antes do terremoto o país já tinha uma taxa de desemprego na faixa dos 60-80% (as fontes oscilam), o índice de analfabetismo aproxíma-se dos 50% e o salário de lá era equivalente a USD 1,80 por dia. O que esse dinheiro consegue comprar lá? Pagar passagem de ônibus e um almoço (sem suco).
O preocupante com este terremoto não foi a causa humanitária, ouso dizer que foi até bom essas pessoas morrerem pois valoriza um pouco a mão de obra dos restantes, quem sabe tenham uma vida um pouco mais digna. O fato é que o Haiti não precisava dos 150 mil* que já morreram. O país é um caos, não existe estabilidade, não existe força, recursos, ESTRUTURA pra que se exista essa enorme quantidade de pessoas que já estão lá. O que foi lastimável no terremoto foi os danos estruturais dos prédios geradores de empregos, dos prédios públicos, das estradas e etc.
Porém talvez não seja tão difícil de se consertar, caso o dinheiro que estão despejando lá seja bem aplicado.
No caso do tsunamis foi DOADO cerca de 7 BILHÕES (fora o que se foi gasto). Imaginem quanto vão investir no Haiti? Não demorou muito e já tem jogos de futebol sendo feito pra arrecadar dinheiro, passeios de bike encabeçados por crianças, doação por mensagem de celular, milhonários querendo se esquivar do imposto de renda. Enfim, todo tipo de gente. Até no Parque da Jaqueira, quando vou exercitar-me dou de cara com uma barraca de doações de água, alimento, roupa e etc. Nosso ilustre governo por exemplo, acabou de aprovar uma medida que dos 1,3 bilhão de reais destinados para as vítimas das enchentes que arruinou a vida de muitos no sul e sudeste de nosso país, terão quase 1/3 será destinado ao Haiti e não sei quantos porcentos "se perderão" no caminho.
Sinceramente, tudo bem que o Haiti "precisa mais que nós", mas essa pica não é nossa. Falta MUITA coisa pra ser feita em nosso país para podermos ficar usando nosso dinheiro suado para resolver os problemas dos outros. Mas é, parece que o Brasil que "ficar bem na fita" do cenário mundial.
Odeio o Haiti...
*Digo 150mil como massa, não como indivíduos, obviamente poderia ter várias pessoas que eram valorosas.
domingo, 24 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
[Gente Presunçosa] Breakdance Sem Noção
Lá no Recife Antigo, eu e uns amigos estavamos tomando uma (na verdade eu estava sem beber este dia) e conversando coisas irrelevantes na "área vip"* do bar Burburinho curtindo um blues gostoso de alta qualidade.
A noite estava um bocado movimentada para uma sexta-feira, e como é de praxe, sempre aparece todo tipo de gente, por isso tardou para eu notar um grupo de 4 pessoas com vestuário de "mano truta das terta do guetto", todos equipados devidamente com seu KIT RAPPER.
Eles se agruparam próximo do aglomerado de pessoas que estavam sentadas (onde eu me encontrava), de um modo milimetricamente calculado pra chamar o máximo de atenção possível, foram PROO MEIO DA RUA (onde carros estavam passando) e, enquanto tocava um blues super supimpa, COMEÇARAM A DANÇAR BREAK DANCE!!! Assim, DO NADA, ao som de blues mesmo!!! Depois começaram a tirar a camisa e poluir visualmente ainda mais o lugar, e olhe que o Antigo já é acabado pra cacete! Os caras eram tão cara de pau que carros paravam pra esperar os donos da rua saírem do meio e eles ficavam lá nas piruetas como se estivessem fazendo um FAVOR por demonstrar suas EXÍÍÍÍMIAS habilidades de expressão corporal para os motoristas que só queriam estacionar (ou voltar pra casa).
Breakdance já é um tipo de dança pra pessoas que gostam de APARECER, porém o que esses caras fizeram foi extrapolar!!! Já não bastava dançar na rua UNICAMENTE PRA CHAMAR ATENÇÃO (já que nem dinheiro estavam pedindo), tinham que IR ATÉ ONDE OS OUTRO ESTAVAM - geralmente o pessoal dança em lugar de movimento, para quem quiser assistir, que pare, neste caso eles estavam OBRIGANDO as pessoas que ali estavam bebendo a assistir. Pra piorar tudo, NEM DANÇAVAM AO SOM CERTO!!! Galera presunçosa do caralho!
Sério! O mínimo que você tem que fazer é dança pra música certa, ou que se aproxime. Né meu chapa? Se você não faz isso, vira anarquia! Já pensou a galera dançando pra esse som?
presunçoso (ô)
(latim praesumptuosus, -a, um)
adj. s. m.
*Para quem não conhece o Antigo, o burburinho abre a uma porta na parte de trás onde dá pra ver, através das grades, e ouvir a banda. A "área vip" na verdade é esta rua de trás onde se pode curtir a banda e uma birita mais barata
A noite estava um bocado movimentada para uma sexta-feira, e como é de praxe, sempre aparece todo tipo de gente, por isso tardou para eu notar um grupo de 4 pessoas com vestuário de "mano truta das terta do guetto", todos equipados devidamente com seu KIT RAPPER.
Eles se agruparam próximo do aglomerado de pessoas que estavam sentadas (onde eu me encontrava), de um modo milimetricamente calculado pra chamar o máximo de atenção possível, foram PROO MEIO DA RUA (onde carros estavam passando) e, enquanto tocava um blues super supimpa, COMEÇARAM A DANÇAR BREAK DANCE!!! Assim, DO NADA, ao som de blues mesmo!!! Depois começaram a tirar a camisa e poluir visualmente ainda mais o lugar, e olhe que o Antigo já é acabado pra cacete! Os caras eram tão cara de pau que carros paravam pra esperar os donos da rua saírem do meio e eles ficavam lá nas piruetas como se estivessem fazendo um FAVOR por demonstrar suas EXÍÍÍÍMIAS habilidades de expressão corporal para os motoristas que só queriam estacionar (ou voltar pra casa).
Breakdance já é um tipo de dança pra pessoas que gostam de APARECER, porém o que esses caras fizeram foi extrapolar!!! Já não bastava dançar na rua UNICAMENTE PRA CHAMAR ATENÇÃO (já que nem dinheiro estavam pedindo), tinham que IR ATÉ ONDE OS OUTRO ESTAVAM - geralmente o pessoal dança em lugar de movimento, para quem quiser assistir, que pare, neste caso eles estavam OBRIGANDO as pessoas que ali estavam bebendo a assistir. Pra piorar tudo, NEM DANÇAVAM AO SOM CERTO!!! Galera presunçosa do caralho!
Sério! O mínimo que você tem que fazer é dança pra música certa, ou que se aproxime. Né meu chapa? Se você não faz isso, vira anarquia! Já pensou a galera dançando pra esse som?
presunçoso (ô)
(latim praesumptuosus, -a, um)
Que ou quem mostra excessiva confiança ou orgulho exagerado em sí próprio.
*Para quem não conhece o Antigo, o burburinho abre a uma porta na parte de trás onde dá pra ver, através das grades, e ouvir a banda. A "área vip" na verdade é esta rua de trás onde se pode curtir a banda e uma birita mais barata
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Gente Presunçosa
domingo, 17 de janeiro de 2010
Série: Odeio Gente Presunçosa.
O Recife Antigo é um lugar fértil para atiçar minha irritação. Na verdade, qualquer lugar que reúna muita gente é um antro de idiotas, mas como eu tendo a frequentar o Recife Antigo, de lá vem parte de minha inspiração. Enfim, lá em uma só noite decidi escrever três posts!! Porém depois de pensar mais cuidadosamente, vi que existe um ponto em comum entre estes futuros posts. Todos tratam de pessoas presunçosas! E mais, pensando direitinho existe uma infinidade de tipos de pessoinhas assim adjetivizadas e todas elas me irritam (quase que) igualmente! Não tem nem o que pensar, decidi fazer uma "série" sobre essa laia.
presunçoso (ô)
(latim praesumptuosus, -a, um)
adj. s. m.
presunçoso (ô)
(latim praesumptuosus, -a, um)
Que ou quem mostra excessiva confiança ou orgulho exagerado em sí próprio.
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Séries
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
[Rapidinha] Deus: Péssimo investidor.

Eu estava em um ônibus e uma pedinte veio com aquelas histórias de sempre (juro que um dia termino o post sobre pedintes!).
Ela soltou a pérola repetida exaustivamente pelas pessoas:
"Ajude que Deus dá em dobro"
ARRRRRRGH!!! Será que ninguém nota o tamanho da idiotice isso? Seria deus realmente tão retardado?!
Se deus pode "dá em dobro", por que ele não simplesmente pula a palhaçada e, ao invés de dá 2x para uma pessoa que dôou 1x (e provavelmente não precisa), ele não simplesmente dá 1x para uma pessoa que precisa e 1x para OUTRA pessoa que TAMBÉM precisa?!?!
Ah, odeio esses argumentos que apelam ao sentimentalismo e dão falsa esperança aos ignorantes.... ¬¬
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Rapidinha
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Fim de ano é um saco...
Por muito tempo achei fim de ano a coisa mais idiota do mundo. Bem, não a virada, mas a importância que dão a algo tão normal. Oras, é apenas a passagem de um dia para o outro, as pessoas fazem todo um misticismo, metas, retrospectivas, ficam "mais próximas", mais promíscuas, mais extravagantes. É quase como se o modo de organizarmos o calendário para melhor funcionamento de nossa sociedade tivesse alguma influência no mundo físico! Como se a vida, tudo, recomeçasse "DO ZERO"! Aí começa aquelas idiotices de a cor que veste trás sorte, dinheiro ou whatever. É um prato cheio pros místicos, pais de santo, revista de fofoca, e idiotas que consome esse lixo todo. Nunca vejo pessoas usando roupa vermelha pra tentar trazer amor (olha o desespero da figura) nos sábados, ou nos últimos dias do mês.
Enfim, nesta virada de 2009 para 2010, enquanto ajudava meu pai em um som de uma festa em Aldeia, ocorreu-me algo. Alí, massivamente cercado de desconhecidos (que provavelmente não verei mais em alguma ocasião ordinária), enquanto fogos estouravam e pessoas se comprimentavam do modo mais genérico possível (feliz ano novo, tudo de bom, mimimi) finalmente vi o sentido nessa festa.
Ano novo é como se fosse o aniversário da humanidade. É o dia em que todos em comum tem aquela idéia "há, passei mais um ano vivo" sem tanto de "tenho menos um ano de vida" como é o sentimento de aniversário. Pelo contrário as pessoas tem idéia de "nasci de novo". Se aniversário de uma pessoa já é uma euforia, já imaginou o que aconteceria um aniversário de larga escala, "de todos"?
Unhum, isso...
O problema é que, celebrar aniversário - digo, levar a sério a celebração como o pessoal faz com o ano novo - continua sendo idiota e pelo que vejo, não deixará de ser.
Odeio ano novo...
Enfim, nesta virada de 2009 para 2010, enquanto ajudava meu pai em um som de uma festa em Aldeia, ocorreu-me algo. Alí, massivamente cercado de desconhecidos (que provavelmente não verei mais em alguma ocasião ordinária), enquanto fogos estouravam e pessoas se comprimentavam do modo mais genérico possível (feliz ano novo, tudo de bom, mimimi) finalmente vi o sentido nessa festa.
Ano novo é como se fosse o aniversário da humanidade. É o dia em que todos em comum tem aquela idéia "há, passei mais um ano vivo" sem tanto de "tenho menos um ano de vida" como é o sentimento de aniversário. Pelo contrário as pessoas tem idéia de "nasci de novo". Se aniversário de uma pessoa já é uma euforia, já imaginou o que aconteceria um aniversário de larga escala, "de todos"?
Unhum, isso...
O problema é que, celebrar aniversário - digo, levar a sério a celebração como o pessoal faz com o ano novo - continua sendo idiota e pelo que vejo, não deixará de ser.
Odeio ano novo...
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